Recentemente vimos uma notícia sobre a importação do arroz para o Brasil que nos chamou muita atenção, principalmente pela forma de cooperação que foi feita… A balança comercial (o saldo de importações e exportações) brasileira do arroz registrou superávit (ou seja, mais exportações do que importações) de mais de 200 milhões de toneladas entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016. Com este grande aumento nas exportações, agricultores do Sul do Brasil já aumentaram a área de plantio buscando resultados ainda maiores esse ano…. Mas o que entra nessa conta? Por que não se faz isso desde o principio (aumentar a área de plantio)? Por que se importa arroz?

Para entender isso, precisamos entender também o que dizem as entidades do setor… Elas esperam uma:

“expansão das vendas no exterior e, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), devem firmar futuros acordos comerciais com países como a China. Uma situação que obrigou o Brasil a importar 965 mil toneladas de arroz no ano passado para atender a demanda interna.”

Recentemente também, em levantamento da CONAB mostoru que, em 2015 o Brasil produziu mais de 14 milhões de toneladas de arroz… De acordo com os especialistas este é um número baixo perto de todo o potencial que o solo brasileiro tem para produzir arroz…

“Por isso houve necessidade de importação de 965 mil toneladas para fechar a conta”, explica Pereira. Segundo o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Osorio Dornelles, o Brasil é o 8º maior exportador mundial de arroz e a federação, em parceria com secretarias de relações internacionais e com o Mapa, tem firmado acordos sanitários com outros países para fomentar a venda internacional do produto.

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Outro ponto de destaque foi o comentário de Dornelles sobre a competitividade com os Estados Unidos no setor…

“Temos nos destacado com uma sanidade do grão muito superior que a dos Estados Unidos e temos sistemas de armazenagem mais bem equipados que os da Tailândia e Vietnã – 3º e 2º maiores exportadores, respectivamente”, afirma Dornelles.

Especialistas também afirmam que os compradores de arroz têm visto esses diferenciais de qulaidade do produto nacional, ademais, o nosso arroz está livre de agrotóxicos pesados como o de outros países, devido ao maior combate existente aqui no país. Isso é algo muito bom para quem consome arroz diariamente como na nossa cultura e uma ótima propagando para os compradores do mercado lá de fora, principalmente os europeus…

Percebemos que claramente muito mais coisas influenciam nas importações e exportações do que simplesmente as demandas. Políticas de protecionismo, taxações e confiabilidade do produto fazem uma diferença absurda no saldo de importações e podem por em risco, inclusive, muito do que o governo pode tentar vir a fazer para melhorar a situação. Por isso, acreditamos que quanto menor o intervencionismo, melhor será o saldo final, pois sempre força os produtores a darem o melhor de si visando as exportações, que em geral são mais lucrativas do que vender para o mercado nacional.

O fato é que existe mercado para todo mundo também e o problema no final das contas acaba sempre sendo qualidade versus preço!